Por que importa

O "golpe do ouro físico" tem crescido nos EUA, em especial entre populações com perfil mais sênior e/ou com inglês limitado. Saber a estrutura do golpe é a melhor defesa — porque agências federais americanas nunca pedem pagamento em ouro.

Um homem de 24 anos foi preso pela polícia de Coral Gables, na Flórida, acusado de participar de esquema que lesou uma vítima em quase US$ 2 milhões em ouro físico. As autoridades descrevem o caso como parte de uma onda de "gold scams" que vem crescendo no sul do estado.

O modus operandi é sempre semelhante: fraudadores entram em contato com a vítima — geralmente por telefone ou pop-up no navegador — se passando por agentes federais (IRS, FBI, Department of Treasury). Alegam que há "atividade suspeita" em contas da vítima e que a única forma de "proteger o patrimônio" é converter o dinheiro em barras de ouro e entregá-las a um "agente de custódia".

No caso de Coral Gables, a vítima foi orientada a comprar grandes quantidades de ouro ao longo de várias semanas em revendedores locais. As barras eram então entregues ao acusado, que se apresentava como mensageiro oficial. O valor total acumulado ultrapassou US$ 1,9 milhão antes que familiares percebessem o padrão e acionassem a polícia.

Sinais claros de golpe:

  • Contato "de surpresa" de pessoa que se identifica como agente federal.
  • Pedido para converter dinheiro em ouro, criptomoeda ou gift cards.
  • Pressão para agir imediatamente ("se não fizer hoje, sua conta vai ser congelada").
  • Pedido de sigilo absoluto — "não conte para ninguém, pois compromete a investigação".
  • Promessa de "agente de custódia" que vai até sua casa pegar o pacote.

O que fazer: nenhum órgão federal americano (IRS, FBI, ICE, DHS, Treasury) liga, manda mensagem ou bate na porta pedindo ouro físico, cartão pré-pago ou criptomoeda como forma de pagamento. Em qualquer um desses cenários, encerre a ligação e procure orientação de um advogado ou da delegacia local.

Quem suspeita ter caído em golpe semelhante pode denunciar no IC3 (Internet Crime Complaint Center, do FBI) e no FTC (Federal Trade Commission). Quanto mais cedo a denúncia, maior a chance de rastrear o destino do patrimônio.

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