A confiança do eleitor americano na economia influencia o resultado das midterms de novembro — e o desempenho de republicanos e democratas no Congresso afeta diretamente políticas que tocam a comunidade brasileira: imigração, impostos, tarifas e câmbio do dólar.
A nova pesquisa do Financial Times/Focaldata aponta que 58% dos eleitores americanos desaprovam a gestão econômica do presidente Donald Trump. O levantamento entrevistou 3.167 pessoas entre 1º e 5 de maio de 2026 (margem de erro estimada em 1,8 ponto percentual).
Inflação persistente e custo de vida aparecem no topo da lista de preocupações dos respondentes — à frente de imigração, política externa e segurança pública. Entre eleitores independentes, a desaprovação econômica chega a 64%.
O dado representa deterioração de 9 pontos em relação à mesma pesquisa feita em fevereiro, quando a aprovação econômica girava na faixa dos 49%. A queda é mais acentuada entre eleitores com renda anual de até US$ 75 mil — o estrato que concentra parte significativa da comunidade brasileira nos EUA.
O resultado pressiona a estratégia republicana para as midterms de novembro. Hoje, o partido tem maioria apertada na Câmara, e analistas eleitorais consultados pelo FT consideram que a economia será o principal eixo de campanha dos democratas.
Por que isso entra no nosso radar. Mudanças na composição do Congresso afetam diretamente políticas migratórias, alíquotas de imposto federal e tratamento de tarifas de importação — temas que pesam no orçamento mensal da família brasileira que vive nos EUA. A próxima rodada de pesquisas, prevista para o início de junho, deve dar a tendência mais clara do humor do eleitor a poucos meses da urna.