Por que importa

Para brasileiros sem documentação completa ou sem CNH local, uma blitz de Memorial Day pode escalar de multa de trânsito para registro de fingerprints e até notificação ao ICE em estados com cooperação ativa. Sair preparado é mais barato que sair confiante.

O Memorial Day — feriado nacional na última segunda-feira de maio, neste ano em 26 de maio — abre tradicionalmente a temporada de viagens de verão nos EUA. Estradas mais cheias, churrascos, bebida — e, historicamente, alta no número de acidentes graves. Por isso, as agências estaduais de trânsito intensificam a fiscalização entre quinta-feira (22) e a noite de segunda (26).

Foco da fiscalização

  • Excesso de velocidade — radares móveis e patrulhas em pontos historicamente perigosos das interestaduais.
  • Uso de celular ao volante — multado em praticamente todos os estados, mesmo no semáforo parado.
  • Direção sob efeito de álcool (DUI) — blitzes em horários típicos de saída de bares e churrascos.
  • Uso do cinto de segurança — fiscalização clássica do programa Click It or Ticket.

O que faz diferença para brasileiros

Para quem ainda não trocou a CNH brasileira por carteira local, é importante lembrar:

  1. A CNH brasileira é aceita para turismo (geralmente até 90 dias). Quem já mora no estado precisa da carteira local.
  2. Ter um carro registrado no seu nome ajuda em qualquer abordagem.
  3. Em estado com lei do tipo "show me your papers", uma simples parada pode virar verificação migratória.
  4. Sempre carregar documentos válidos do veículo (registration, seguro) — guardados na luva, fáceis de mostrar.
"Não exagera no Memorial Day. Custa um almoço caro a mais ficar sóbrio ou usar Uber — é muito mais barato do que a noite que sai pior."
— advogado de trânsito ouvido pelo Diário

Se for parado

A orientação geral, repetida por advogados de imigração: mantenha as mãos visíveis, fale o mínimo necessário, entregue documentos pedidos e não discuta. Você tem o direito de não responder a perguntas sobre status migratório, mas não pode mentir. Em caso de prisão, peça para ligar para um advogado e não assine nada que não tenha lido com calma.

O Diário publica nos próximos dias uma cartilha com o que dizer e o que não dizer em uma abordagem de trânsito, organizada por estado, com base em entrevistas com advogados em Massachusetts, Florida e New Jersey.

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